Commissioning
O que é? Porquê realizá-lo?
A máxima, corrente entre profissionais de engenharia, contém, em si própria, um conjunto de verdades que subjazem ao acto de entrega de uma obra pelo empreiteiro ao seu proprietário.
Na verdade, ao fazê-lo, o empreiteiro descarta um conjunto de responsabilidades que, não raro, implicam mal-funcionamentos de equipamentos e serventias dos edifício , serviços mal acabados ou, de todo, não acabados...
Há, neste processo, um perverso entendimento entra as partes contratantes norteado pelo facto de um querer receber a obra e o outro pretender entregá-la o mais rápido possível. Esta convergência de interesses, arrasta, atrás de si, uma situação que, a prazo – muito curto, às vezes – transforma a utilização dos edifícios num inferno... no qual vão “arder” o Dono da Obra e o próprio Empreiteiro, chamado a assumir as suas responsabilidades.
O comissionamento (commissionning, do inglês) de um edifício pretende, numa razoável extensão, resolver esta zona de conflito entre as partes.
Realmente, as empresas de comissionamento são chamadas para, em fase anterior e, no máximo, concomitante com o processo de recepção provisória, verificarem a funcionalidades de todos os equipamentos que integram uma estrutura e a forma como interagem com outros que lhe são conexos.
O processo de comissionamento tende a assegurar que todos os equipamentos integrantes de uma estrutura ou edificação, estejam projectados, instalados, testados e operados em conformidade com as necessidades e requisitos operacionais do Dono da Obra.
Na prática, de facto, o processo de comissionamento consiste na aplicação integrada de um conjunto de técnicas e procedimentos de engenharia que permitem verificar, inspeccionar e testar cada componente físico de um empreendimento, quer tratados individualmente, quer tratados como partes de um sistema que se pretende operacional no todo.
No limite, esta prática poderá estender-se a edifícios já acabados, e com alguns anos de utilização, em relação aos quais seja necessário comprovar a funcionalidade dos equipamentos instalados e da sua inter-operacionalidade.
Eis o commissionning, a nossa nova proposta para o mercado angolano!
